LOVE SONG

MENSAGENS DE AMOR

15 de ago. de 2008

QUANDO UM AMOR SE VAI


O momento em que um amor se despede
é diferente de qualquer outro que
alguém já tenha vivido.
Refiro-me àquela despedida que acontece
quando a decisão está amadurecida por
todas as circunstâncias vividas, e quando
já se esgotaram todas as possibilidades.
É um momento solene.
Ao longo do processo, não percebemos
a transformação.
É muito sutil.
Enquanto vislumbramos uma possibilidade,
o sentimento está imerso na esperança
e pronto para vivenciar, gloriosamente,
uma nova oportunidade.
À medida que os insucessos vão se acumulando,
o amor vai saindo, devagar, da nossa vida,
até que, um certo dia, olhando o relacionamento
sob todos os ângulos, vemos que o estoque de
possibilidades está esgotado.
No primeiro instante, ficamos um tanto
perplexos e perdidos diante da constatação:
ruiu a ponte que ligava dois universos.
Nada mais a fazer.
Nada mais a dizer.
Qualquer gesto, qualquer palavra mergulhará
no nada que vem depois da despedida.
Sentimos tristeza.
Afinal, estamos fechando um ciclo importante
no qual a afetividade foi exercitada,
permeando de sonhos e de esperanças cada
minuto da nossa vida.
À medida que o tempo vai passando,
começamos a enxergar aspectos do
relacionamento que antes não queríamos ver.
As mágoas que relevamos, os
constrangimentos que desculpamos,
em alguns casos, o descaso ou o
desrespeito com que o nosso amor foi
tratado são cenas que aparecem na
tela da nossa mente, como numa
seqüencia de filme.
Repassamos, então, o que foi a nossa
conduta durante aquele trajeto e
percebemos as situações injustas que
permitimos que acontecessem conosco
enquanto insistíamos nas nossas
possibilidades.
Neste ponto, tomamos consciência
de um fato importante: o verdadeiro
amor não morre, nem mesmo muda.
Permanece intacto.
Mas intacto no seu tempo.
Naquele espaço de tempo em que foi
vivenciado a dois.
Nós é que mudamos.
Começamos, então, o retorno ao
nosso próprio centro e, em alguns
casos, a recuperar a dignidade e o
respeito próprios que estiveram
esquecidos enquanto acreditávamos
nas possibilidades.
Sem mágoas, respeitamos o direito
de escolha do outro e voltamos a sentir
orgulho de nós mesmos!
Estamos livres!
O desatar dos nós que nos prendiam
a um vir-a-ser que não foi nos
proporciona a serenidade do
reencontro com o nosso eu interior,
com o equilíbrio e com a alegria de viver.
Somos nós mesmos, inteiros e muito
melhores do que antes.
É o benefício equivalente de qualquer
experiência de vida.
Lêda Yara Motta Mello

Nenhum comentário:

Photobucket

ROOOOOOMMMM