Lêda Mello
Não importa a cor, raça e religião,
Se não sou bela ou sou escultural
Tenho comigo herança ancestral
Que faz morada no meu coração.
Sou contraponto, ainda que esquecida,
Misto de santa e devassa, no sexo,
No corpo o côncavo que acolhe o convexo,
Na alma a doçura que ameniza a vida
Conduzo o ser que o meu ventre abriga
E no meu seio encontra a proteção amiga
Do alimento farto que precisa e quer
Pouco interessa se sou frágil ou forte
Sou alguém que, vindo, escolheu a sorte
De ser a mãe, a amante. Sou mulher.
Não importa a cor, raça e religião,
Se não sou bela ou sou escultural
Tenho comigo herança ancestral
Que faz morada no meu coração.
Sou contraponto, ainda que esquecida,
Misto de santa e devassa, no sexo,
No corpo o côncavo que acolhe o convexo,
Na alma a doçura que ameniza a vida
Conduzo o ser que o meu ventre abriga
E no meu seio encontra a proteção amiga
Do alimento farto que precisa e quer
Pouco interessa se sou frágil ou forte
Sou alguém que, vindo, escolheu a sorte
De ser a mãe, a amante. Sou mulher.











