As sobras dos dias do sertão,
Farelos de pó que ressequidos,
Nos bicos dos pássaros fugidos,
Enchem de mágoas a estação!
A cabeça queima e eu tonteio!
Mais o assombro é onde eu me afundo,
No calor do sol, um moribundo
Que ainda não soube por que veio.
Até a miséria tem sua cama
De terra batida e chão queimado.
Mas lá , muito lá, o corcovado
Cristo ao relento não reclama.
Eu reclamo, sim! De tudo eu choro!
Da vida, solidão e de saudade.
Se conto e reconto a minha idade,
Procuro um lugar... Aonde eu moro?
Fome! Ah, infame estátua fria
Se te agarro dóis na minha mão!
De uma dor se mata um coração.
De quantas perpetua-se a agonia?
Me falto... Vou de adeus a revoada.
Pois em baixo já não sinto os pés.
Oh! Senhor, me dizes quem tu és?
Calou. Onde estou? Me digas! Nada!
Farelos de pó que ressequidos,
Nos bicos dos pássaros fugidos,
Enchem de mágoas a estação!
A cabeça queima e eu tonteio!
Mais o assombro é onde eu me afundo,
No calor do sol, um moribundo
Que ainda não soube por que veio.
Até a miséria tem sua cama
De terra batida e chão queimado.
Mas lá , muito lá, o corcovado
Cristo ao relento não reclama.
Eu reclamo, sim! De tudo eu choro!
Da vida, solidão e de saudade.
Se conto e reconto a minha idade,
Procuro um lugar... Aonde eu moro?
Fome! Ah, infame estátua fria
Se te agarro dóis na minha mão!
De uma dor se mata um coração.
De quantas perpetua-se a agonia?
Me falto... Vou de adeus a revoada.
Pois em baixo já não sinto os pés.
Oh! Senhor, me dizes quem tu és?
Calou. Onde estou? Me digas! Nada!
Eliane Couto Triska












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