
Depois de dar tantas cabeçadas em paredes
e murros em pontas de facas, aprendi que as
pendências, diferenças, dívidas, dúvidas e
retratações devem ser resolvidas na hora.
O lixo deve ser colocado em sacos plásticos,
fechados com dois ou mais nózinhos
e colocados para fora.
Nada de varrer pra debaixo do tapete.
Tem gente que faz isso como arte: finge que
não vê, não diz anda, não toma partido e se
posiciona em cima do muro, assistindo a
própria vida passar.
Resolve deixar as coisas pra lá, empurram
os problemas com a barriga e sufocam as dores
(principalmente as dos outros) com um travesseiro.
Acontece, caros amigos, que feridas abertas e não
cicatrizadas inflamam e sempre voltam a doer.
Essas dores vão se tornando antigas, começam
a fazer parte da gente e entram no coração.
E quando ali permanecem, doem cada vez mais.
Às vezes aumentam de tamanho e não há
band-aid que resolva.
Vira tristeza crônica.
Varrer pra debaixo do tapete torna tudo
mais complicado.
Esse acúmulo toma muito espaço, tempo e desfaz
as boas lembranças.
Só o que resta é o lixo não-reciclável, poluindo
e aumentando as dores que a gente carrega.
Minha dica é: Se resolva. Seja alguém de atitude.
Não fique deixando pra depois, porque quando
chegar esse depois, o que vai acontecer é só
remoeção de sentimentos inúteis, que não
deveriam nem existir mais.
Não tape o sol com a peneira pra depois ficar
dizendo que é tempestade em copo d'água.
(ou chilique)
Letícia Zazi












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