Se a dor é individual, se o amor é individual,
com que direito as pessoas querem escolher
o que é melhor para os outros?
Não, não e mil vezes não! Ninguém tem o direito
Não, não e mil vezes não! Ninguém tem o direito
de interferir na felicidade de outra pessoa. Cada
qual deve conhecer os limites do seu próprio
jardim e também os do vizinho, filhos, pais
e amigos.
Medo de que o outro se engane e seja infeliz? Cada
Medo de que o outro se engane e seja infeliz? Cada
qual deve ter sua quota de responsabilidade naquilo
que faz ou deixa de fazer, deve ter o direito de
experimentar o doce da felicidade e o amargo das
decepções, se for preciso. Isso chama-se respeito à
individualidade de cada um, dar-lhe o direito de ser
e ser completamente, exatamente como desejamos
para nós mesmos, exigimos até.
O difícil no relacionamento entre as pessoas é saber
O difícil no relacionamento entre as pessoas é saber
até onde deve-se ir. O fio que separa o amor que
sentimos e a liberdade do outro de ser e de escolher
o que quer ser é frágil, mas ele existe.
Mesmo com todo amor que sentia, com os riscos,
Mesmo com todo amor que sentia, com os riscos,
perigos e tentações, Deus deixou o homem livre para
tocar ou não na árvore, provar ou não do fruto. E
não o amou menos por isso, nem renegou.
Ensinou-nos que amar significa cercar o outro de amor,
Ensinou-nos que amar significa cercar o outro de amor,
mas sem prendê-lo, sem impedi-lo de respirar e de ser
o que deseja ser.
© Letícia Thompson
© Letícia Thompson












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