LOVE SONG

MENSAGENS DE AMOR

7 de jul. de 2008

UM GESTO DE REBELDIA


A verdadeira busca espiritual é um gesto de rebeldia.
Quebrar as correntes que o amarram – as correntes da
sociedade e da cultura onde você vive – é um ato
extremamente difícil. Por isso, somente os rebeldes
se entregam a este tipo de atitude.

Todo verdadeiro místico é, essencialmente, um rebelde.
A maior parte das pessoas prefere a segurança oferecida
por uma conta bancária, pelo status e pelo poder. Assim,
o rebelde é um fenômeno muito raro. Ele não liga para
tais coisas. Sua busca é uma busca pelo infinito,
pela verdade.

Para ele nada mais interessa. O rebelde está disposto
a entregar tudo , absolutamente tudo em nome da verdade.
Mas o que é um rebelde? Responder a essa questão pode
ser muito interessante pois a nossa sociedade odeia
o rebelde. A nossa sociedade odeia tudo aquilo que
é diferente, tudo aquilo que foge ao seu controle.

A sociedade prefere aquelas pessoas que rezam segundo
a sua cartilha, que agem e pensam como pessoas normais
apenas. Mas o rebelde não é uma pessoa normal.
Basicamente, o rebelde é um outsider, um estranho
no ninho, um estrangeiro e a inocência é a sua
característica básica.

Ele se libertou da "normose" vigente, da vida comum
e vulgar para a qual todos se ajoelham. O rebelde
disse um "não" a essa "normose", um "não" à tradição.
Assim, ele vive a partir da sua liberdade, a partir
do seu coração. Nada nem ninguém é capaz de escravizá-lo.

Nenhuma organização, nenhuma religião, nenhum partido
político. O rebelde não possui uma atitude rígida
diante da vida. Ele é flexível, sempre aberto ao
novo, ao desconhecido. Ele é, portanto, um explorador,
um indivíduo em busca de si mesmo.

Para o rebelde, o universo é um mistério e ele vive
a partir deste mistério. Ele sabe que não existem
respostas prontas e definitivas. Diferente do
revolucionário, o rebelde não está interessado
em mudanças externas. Ele não acredita nas mudanças
prometidas por políticos e sacerdotes.

Diferente do reacionário, ele não foge do mundo.
Ele vive no mundo mas não pertence ao mundo. O
rebelde lida com a realidade de uma forma bastante peculiar.
Para ele, a verdadeira transformação acontece interiormente,
a verdadeira revolução acontece no coração. Para o
rebelde, o espírito é a única verdade existente.

Para ele, o universo é apenas o desdobramento do espírito.
Por isso, ele parte em busca do espírito, da sua verdadeira
essência. Sua vida, portanto, é uma aventura constante,
uma aventura psicológica, um risco psicológico. Ele sabe
que, em sua busca pela verdade, nada é garantido e que
a mudança é a única lei vigente.

Por fim, o rebelde, a exemplo de tantos mestres que
passaram por aqui – mestres do espírito – caminha pelo
mundo livremente. O rebelde é o mundo! Ele vive em
absoluta unidade com o mundo! Assim, o seu sabor se
derrama sobre aqueles que vêem nele uma oportunidade
para o próprio crescimento...

Ele é como uma lâmpada. Vive à frente do seu tempo. Por
isso, a vasta maioria dos rebeldes não são compreendidos.
Eles ainda são taxados de loucos. Sim, o rebelde é um
louco; louco por amor, louco pela verdade, louco pela
liberdade. Abençoados são aqueles que encontram no seu
caminho um verdadeiro rebelde.

Abençoados são aqueles que os aceitam e os recebem. Um
imenso manancial brota do seu espírito. Bem aventurados
são aqueles que beberam deste manancial.
(DA)

COMPLEMENTANDO...

...quem é o iluminado?
No seu tempo, é sempre um louco delirante que faz tudo
diferente de todos. Ele sofre, principalmente, de um alto
senso de dignidade humana - o que o torna insuportável para
todos os próximos - que são indignos.

Ele sofre, depois, de uma completa cegueira em relação à
"realidade" convencional, que ele não respeita nem um pouco.
Ama desbragadamente - o sem vergonha.

Comporta-se como se as pessoas merecessem confiança, como
se todos fossem bons, como se toda criatura fosse amável,
linda, admirável. Assim ele vai deixando um rastro de luz
por onde quer que passe.

Porque se encanta, porque se apaixona, porque abraça com
calor e com amor, porque sorri e é feliz. Como pode esse louco?....
(trecho da introdução do livro "A Carícia Essencial" - Roberto Shinyashiki)

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