
Poucas coisas são tão pesadas
quanto as palavras e emoções
que carregamos dentro de nós.
São coisas que não podemos
colocar no chão para descansar
um pouco e pegar depois, com
forças renovadas.
Elas nos seguem e, por que
não dizer, nos perseguem.
As vezes nos sentimos pequeninos sim.
As vezes queremos não dizer
nada, estar simplesmente nos
braços de alguém e fechar
os olhos e outras, gostaríamos
de gritar nossa dor, nossa revolta
e deixar que as lágrimas façam
caminho no nosso rosto.
Mas nos calamos... por que
reconhecer nossa fragilidade
diante de outra pessoa é expôr-se,
entregar-se a ela, na nudez da alma.
E por pudor, medo, vergonha
ou orgulho, não queremos isso.
Portanto, a fragilidade não
está em mostrar-se frágil.
Só os fortes são capazes de
reconhecer suas fraquezas para
melhor lidar com elas.
Ser forte é desenvolver a
capacidade de lidar com as emoções,
que corroem o ser como uma
doença incurável.
Desabafar é abrir as portas
do coração e as janelas da alma.
Deixar sair o ar fechado e entrar o sol.
É soltar palavras e acolher alívio;
é partir para o grande vôo da
liberdade que todo mundo anseia.
Mas, claro, é preciso sabedoria para
se saber onde vamos.
Não podemos sair por aí proclamando
a todo mundo que temos situações
mal resolvidas dentro de nós.
Temos que escolher cuidadosamente
as pessoas que são capazes de nos
receber com maturidade, sem julgamentos.
Há pessoas que nos fazem crescer.
Os grandes amigos estão incluídos
nessa categoria.
A eles então nossas portas podem
ser abertas e as palavras poderão
fluir, até que nos sintamos mais leves.
E há ainda e, principalmente,
Aquele que mesmo conhecendo nosso
íntimo melhor ainda que nós, aceita
e pede que nosso coração se abra.
Ele nos pega nos braços, seca nossas
lágrimas e nos carrega no colo.
Ele nos leva até a praia e nos apresenta
o raiar do dia e o pôr-do-sol... nos
diz que a natureza também dorme, acorda e
chora às vezes, mas que assim é a vida e
que o importante mesmo é continuar
de pé, buscando um mundo melhor.
Letícia Thompson
quanto as palavras e emoções
que carregamos dentro de nós.
São coisas que não podemos
colocar no chão para descansar
um pouco e pegar depois, com
forças renovadas.
Elas nos seguem e, por que
não dizer, nos perseguem.
As vezes nos sentimos pequeninos sim.
As vezes queremos não dizer
nada, estar simplesmente nos
braços de alguém e fechar
os olhos e outras, gostaríamos
de gritar nossa dor, nossa revolta
e deixar que as lágrimas façam
caminho no nosso rosto.
Mas nos calamos... por que
reconhecer nossa fragilidade
diante de outra pessoa é expôr-se,
entregar-se a ela, na nudez da alma.
E por pudor, medo, vergonha
ou orgulho, não queremos isso.
Portanto, a fragilidade não
está em mostrar-se frágil.
Só os fortes são capazes de
reconhecer suas fraquezas para
melhor lidar com elas.
Ser forte é desenvolver a
capacidade de lidar com as emoções,
que corroem o ser como uma
doença incurável.
Desabafar é abrir as portas
do coração e as janelas da alma.
Deixar sair o ar fechado e entrar o sol.
É soltar palavras e acolher alívio;
é partir para o grande vôo da
liberdade que todo mundo anseia.
Mas, claro, é preciso sabedoria para
se saber onde vamos.
Não podemos sair por aí proclamando
a todo mundo que temos situações
mal resolvidas dentro de nós.
Temos que escolher cuidadosamente
as pessoas que são capazes de nos
receber com maturidade, sem julgamentos.
Há pessoas que nos fazem crescer.
Os grandes amigos estão incluídos
nessa categoria.
A eles então nossas portas podem
ser abertas e as palavras poderão
fluir, até que nos sintamos mais leves.
E há ainda e, principalmente,
Aquele que mesmo conhecendo nosso
íntimo melhor ainda que nós, aceita
e pede que nosso coração se abra.
Ele nos pega nos braços, seca nossas
lágrimas e nos carrega no colo.
Ele nos leva até a praia e nos apresenta
o raiar do dia e o pôr-do-sol... nos
diz que a natureza também dorme, acorda e
chora às vezes, mas que assim é a vida e
que o importante mesmo é continuar
de pé, buscando um mundo melhor.
Letícia Thompson
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