LOVE SONG

MENSAGENS DE AMOR

18 de jul. de 2008

DEUS NA NATUREZA


A cada novo dia a natureza nos oferece
espetáculos de belezas sem fim...
Quem já não contemplou a maravilha de uma
gota de orvalho a brilhar, refletindo a luz do Sol?

Uma simples teia de aranha e sua engenharia perfeita...
A relva verde..., o andar desengonçado
de um João de barro, logo ao amanhecer...

Uma folha seca bailando no ar prenunciando o inverno...
O céu de anil com suaves pinceladas brancas
como se fossem nuvens de algodão.

O entardecer, quando o sol se despede deixando
rastros em vários tons dourados como se fosse ouro
derretido, levemente espalhado por mãos invisíveis...

A lua cheia refletida num lago, parecendo
um grande espelho líquido...
A cantoria do vento na folhagem das árvores,
qual suave melodia, convidando a sonhar...

O olhar de um cão solitário, pedindo companhia...
O balançar do salgueiro, lembrando mãos distendidas
nas margens dos rios e lagos, como a protegê-los...

O ir e vir das ondas, acariciando a areia quente
das praias como querendo amenizar o calor...
O cheiro do mato, após a chuva...

A água cristalina dos rios que correm por entre as
montanhas, como se fossem veias transportando a vida.
O sorriso inocente na face da criança, pedindo
amparo e proteção.

As pegadas do lavrador nas estradas poeirentas
que conduzem ao eito...
O galopar do cavalo evidenciando sua liberdade...

O abrir e fechar das asas da borboleta sobre a flor,
a andorinha fazendo acrobacias no ar, a garça
solitária à espreita do alimento.

O abraço afetuoso de um amigo. O rosto sulcado do
ancião, que não teme a velhice por saber que ela
não alcança o espírito. As mãos calejadas do trabalhador...

A noite bordada de estrelas a nos mostrar
a grandeza do universo infinito...
Uma gota d’água na pétala de uma rosa,
refletindo outras tantas rosas...

O tamborilar da chuva no telhado...
A goteira a cantar na calha...
A araucária secular, com seus galhos esparramados,
debulhando as pinhas para saciar com seus
frutos a fome dos pássaros.

O cricrilar do grilo, o coaxar da rã, o piar da
coruja fazendo-se anunciar na noite silenciosa.
O som melodioso extraído do teclado por mãos habilidosas.
A harmonia das cores nos canteiros floridos das ruas e praças...

O dia, que a cada amanhecer renova o convite
para que vivamos em harmonia, imitando a natureza.
Essas e outras tantas belezas são a presença discreta
de Deus na natureza que nos cerca.

Dizendo-nos que também somos Suas criaturas e que
fazemos parte desse universo maravilhoso, e que,
cima de tudo, somos herdeiros desse mesmo universo
como filhos do Criador, que somos todos nós.


Equipe de Redação do Momento Espírita, do livro
“Deus na natureza” de Camile Flammarion.

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